sábado, 12 de junho de 2010

Castanhal real - de que nos orgulhar?

PERIFERIA ESQUECIDA

Castanhal em sua periferia vive um verdadeiro abandono, o déficit em saneamento básico com ruas esburacadas e cheias de lixo somando-se a isso a precária iluminação publica, são apenas uns dos problemas cotidianos dos moradores. Porém, a criminalidade a qualquer hora do dia ou da noite, é que tira o sono e a paz de cidadãos de bem que ali vivem.

A praça prinipal do bairro Imperial, só para mencionar um exemplo de bairro periférico, é o palco de vários crimes praticados a luz do dia e da noite, na maioria das vezes tendo como protagonista jovens menor de idade que enveredaram para marginalidade em razão das drogas.
JOVENS

Dispostos a fazer qualquer coisa para sustentar seus vícios, muitas vezes, contraídos em festas de final de semana, roubam, furtam, cobram pedágio intimidam e até matam. Crimes são praticados ali, a todo momento, com requintes de crueldades. Moradores são acostumados a acordar e ser informados sobre quem morreu, ou se foi achado pedaços de restos mortais de alguém.
O QUE PODEMOS FAZER?

Ficamos nos perguntando sobre o que poderá ser feito para combater a crescente criminalidade. Sobre isso, levantam-se várias conjecturas, muitas vezes, as mais absurdas. Mas convenhamos, absurdo mesmo é ser conivente com o crime por nada fazer nem mesmo denunciar.
Costumamos responsabilizar o estado, fato que também é responsável. Mas não devemos esperar somente por elas. Precisamos agir fazendo denuncias, e como comunidade, fazer campanhas contra a violência.
O PORQUE DA VIOLENCIA

Em Castanhal, de acordo com o superintendente de Policia Civil, Dr. Silvio Maués, um grande incentivador ao crime daqui são as drogas. Eis o motivo de a polícia judiciária combater primariamente o tráfico de entorpecentes por ter Castanhal uma grande incidência de crimes dessa natureza envolvendo um grande número de jovens.

Ressaltando um fator que também desencadeia a violência juvenil, o Dr. Silvio Maués, mencionou a desagregação familiar, muito mais presente na periferia, que na maioria das vezes, esses filhos de famílias mal constituídas, por não terem uma referência de caráter, recorrem às drogas em busca de se auto afirmarem.

Uma família que não permite que seus filhos cresçam no contexto de educação, da ética e da moralidade, evidentemente uma criança que cresce fora dessas características, em uma família que não tem um pai ou uma mãe presente que não recebe um elemento de formação de caráter sem dúvida aquela criança vai ser transformada pelo meio em que vive, ou seja, por uma periferia marcada pelas drogas e violência vai gerar nessa criança uma deformação de caráter - concluiu.
UM PALIATIVO

Pesquisas apontam que a qualificação é de sumária importância para alguém que está na fila do emprego ser admitido em uma empresa. Porquanto significa que, investimento em educação seria na verdade, investidas contra o crime e nisso, o nosso município deixa muito a desejar, pois cursos técnicos subsidiados pela prefeitura são poucos ou nenhum.

Também digno de nota é a falta de indústria em Castanhal o que poderia fomentar a empregabilidade. Mas a secretaria de industria e comercio de castanhal tem-se mostrado incopetente quando o assunto é emprego e renda.
DESCASO

Ruas por asfaltar, pontes quebradas também é que faz a população das zonas periféricas se sentirem que são tratadas com descaso pelo poder publico municipal. Como é o caso da ponte de madeira da Alameda Imperial que a mais de três meses se encontra em situação precária sendo feita vários pedidos de reforma pelos seus transeuntes, moradores do bairro Imperial, sem serem atendidos.

Outra moradora do bairro disse: A prefeitura só fez colocar aterro e um pedaço de pau para sustentação, mas veio a chuva e levou tudo e a população tentou arrumar mais nada adiantou e a ocorrência de acidentes é muito grande inclusive uma senhora de idade ficou pendurada sendo socorrida por populares declarou a dona de casa Albenita Garcia.
ORGULHO

Uma cidade cujo povo se sente orgulhoso de morar aqui e de carregar o gentílico de castanhalense e que paga seus impostos, não deveria admitir que ainda, em pleno século XXI ainda se construa pontes de madeira passível de quebrar a cada enxurrada.
O anseio do povo que mora no Imperial, Senhor Prefeito, e os que fazem uso dessa ponte, hoje em completa desgraça, é que seja edificada uma ponte de concreto digna de seus impostos e do seu voto.
A PONTE EM CHAMAS

O fato de uma ponte ter quebrado não foi o suficiente para chamar a atenção do Prefeito Hélio Leite, a comunidade revoltada com o descaso tocou fogo na ponte numa tentativa desesperada de que a administração publica um municipal atentasse para aquela comunidade sofredora como conta a dona de casa Vera Lucia Oliveira Costa, 39, “Os moradores de invocaram e tocaram fogo porque querem uma ponte de concreto, haja visto que muitas pessoas, inclusive idosos já caíram aí. Então, a população se manifestou e queimou a ponte querendo chamar atenção do Hélio Leite, para que ele venha aqui, porque ele só vem aqui no tempo da eleição. Aqui não vem nenhum vereador nem mesmo o Louro do Caiçara, nem Regina Abreu pois dizem são representantes de nosso bairro”.
OMISSÃO

Curiosamente o vereador Wilson Matos, mais conhecido como Louro do Caiçara, apresentou em plenário no da Câmara de Castanhal no dia 12 de março do corrente ano, requerimento de nº 248 dirigido ao prefeito Hélio com o fito de construir uma ponte de concreto na AV Imperial, ressaltando que a ponte, em más condições de trafegabilidade, poderia a qualquer momento, causar um acidente de grandes proporções.

Bem, três meses se passaram depois de formalizado esse expediente, a ponte ruiu, e o prefeito não fez absolutamente nada em favor dessas comunidades que mais usam ou precisam dessa ponte que são os bairros do Caiçara, São José e Imperial. Que prefeito é esse que é omisso ao apelo oficial de um vereador?
O PREFEITO

Além de ressaltar a falta de urbanização a dona de casa fez reclamações do prefeito dizendo: “Pelo amor de Deus! Assalto em pleno meio-dia aqui nesse canto. Você imagina como é aqui à noite, não temos iluminação publica uma verdadeira escuridão. Quanto lá no centro, é tudo bonito, mais aqui no subúrbio, ninguém liga. Nota zero para o Prefeito Hélio Leite”. Concluiu.

Como podemos nos orgulhar de nossa cidade se nossos concidadãos do bairro do Imperial estão passando por esse tipo sofrimento renegados ao esquecimento de uma administração municipal que tanto apregoa o bem estar social? Certamente não temos infelizmente, muito de que nos orgulhar.

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